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Sejamos uma creche para nossos bons investidores

Costumo dizer que, por nossos filhos, vale a vida. E isso ganha notoriedade à medida que convivemos com casais que ainda tem por mais de uma década o grande desafio de criar seus pequenos tesouros, para que estes sejam adultos de bem. E para superar esse desafio, contamos com inúmeros parceiros, entre os quais destacamos as creches onde ficam nossos filhos enquanto trabalhamos.

Em vista disso, para que tenhamos a ambientação perfeita para esse artigo, vamos equipar a complexidade de criar nossos filhos à complexidade de gerir uma creche. Pois, por mais que isso pareça ser algo simples e intuitivo, gerir uma creche é um dos empreendimentos mais complexos de nosso mercado, devido a enorme carga emotiva contida no julgamento da qualidade de seus serviços.

Vejamos que uma creche atende a crianças ainda indefesas e que são muito amadas pelos seus “donos”. “Donos” esses que, por estarem pagando pelo serviço, sentem-se ainda mais empossados de razão para reclamar de qualquer detalhe do serviço prestado pela creche, mesmo que parte do problema possa ter origem na controversa forma com que seus pais a educam.

Então o leitor se pergunta: o que tem a ver a creche de nossos filhos com os bons investidores de nossa Singular? Verá que tem tudo a ver, que essa figura de retórica favorecerá para que entendamos a paixão que muitos de nossos bons investidores nutrem por seus investimentos financeiros, como se esses fossem um dos seus amados filhos, apenas distinguindo-se deles por ser mais racional e nunca envelhecer.

A lógica por de trás de um bom e tradicional investidor: É da natureza de muitas pessoas, que já passaram necessidades ou que foram bem orientadas financeiramente quando pequenas, ter uma reserva financeira para suprir as naturais demandas da velhice, e até mesmo para, eventualmente, aproveitar oportunidades de compra de bens em condições favoráveis, sem que isso coloque em xeque seu projeto de manter um saldo coerente investido. Esses tradicionais clientes irão deixar esses seus “filhos financeiros” em uma instituição que lhes transmita extrema segurança, já que seus projetos têm a mesma relevância da escolha da creche para seus filhos.

Esse seu investimento é seu filho mais velho. Tem que dar certo: A posição investida de um bom investidor tende a durar décadas e é entendida por ele como se fosse seu “filho mais velho”, para o qual dedica tempo e suor visando dar-lhe uma alta carga de utilidade racional e emotiva para nortear seus projetos de vida. Contudo, mesmo passado décadas, esse seu filho (seu investimento) não ficará velho, e será sempre visto como um filho que está na creche para crescer dando cada vez mais orgulho ao pai, sinalizando a esse que terá um nobre destino. Quando esse filho adoece (perde parte do saldo), mesmo que esse saque seja para imobilizar patrimônio, ou vai para a UTI (zera o saldo), é visível a tristeza no rosto desse tradicional investidor, algo próximo do que ele sentiria se algo de ruim acontecesse com algum de seus filhos de sangue.

É gratificante receber elogios da creche sobre os nossos filhos: Ficamos envaidecidos seja qual for o nível de elogios que a creche faz sobre nosso filho, o que nos faz ficar estupefatos de tanta satisfação, e, com isso, indiretamente valorizamos essa instituição e o profissional que o elogiou. Portanto, deveríamos ampliar nosso entendimento, de tal sorte que nossos bons investidores reconheçam que nossa Cooperativa de Crédito considera seus investimentos como se fossem um de seus queridos filhos, e que, indiretamente somos algo como uma creche financeira de sua confiança. Isso nos permitiria elogiá-los como sendo bons pais de seu filhos “investimentos”.

Nossos tradicionais investidores têm benefícios racionais e comuns no mercado como boas taxas, isenção de pacotes, eventual participação nas Sobras etc. Precisamos aprender com as melhores creches como “elogiar” esses seletos clientes que nos confiam seus “comportados e amados filhos”. Esse elogio deve ser simples, barato, e não percebido como algo mecânico e falso.

Importante: Veja que no dia a dia de nossas agências pouco ou nada se faz para valorizar os bons investidores, salvo quando esses pedem algum serviço especial, ou quando lhes apresentamos racionalmente seu ganho nas Sobras. Contudo, os clientes que estouram a conta, passam cheque sem fundos, atrasam os pagamentos, demandam muito serviço, ou que estão diariamente na agência, recebem uma enorme atenção de nossa força de venda. Diante desse cenário, nos parece que deveríamos dar muito mais “colo” aqueles que confiaram em nós e nos elegeram para sermos sua “creche” de confiança por anos ou mesmo décadas.

Reflexões finais: Seria oportuno que nossa equipe comercial imaginasse que seu bom investidor não tem literalmente um volume de recursos aplicado na Singular, mas, sim, nos deu o desafio de cuidar muito bem desse seu distinto filho, que carinhosamente chama de “aplicação”, “reserva” etc.

Pergunte-se: Minha creche de investimentos tem dada a devida atenção aos pais desses recursos?

Concordar é secundário. Refletir é urgente.

Ricardo Coelho – Consultoria e Treinamento Comercial para o Cooperativismo de Crédito

www.ricardocoelhoconsult.com.br – 41-3569-0466 – Postado em 10/09/2018